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ABC das Cores

Compreensão da Cadeia de Fornecimento das Cores

O processo completo para produzir boas cores desde o design até a produção e a sua saída.

 

Introdução

O mistério sempre fez parte da arte e da ciência das cores, mas com as ferramentas e os processos adequados, pode ser relativamente simples produzir cores consistentes e precisas independentemente do dispositivo de saída usado, contanto que o dispositivo seja capaz de produzir a gama ou o subconjunto de cores necessário.

Os critérios para definir uma cor aceitável costumam ser subjetivos. O que uma pessoa vê e aprova pode não servir para outra. A boa notícia é que embora haja uma arte nas cores, também há muita ciência.

O ABC das Cores desmistificará a ciência da cor. Ele definirá os termos e as medidas de cores; explicará as ferramentas e os processos por trás de uma produção de cores bem feita, e definirá em termos fáceis de entender todos os termos da Cadeia de Fornecimento de Cores – um processo completo de produção de cores ideais nas fases de projeto, produção e produto final.

O Negócio das Cores

A importância das cores para as empresas depende das suas necessidades específicas. Por exemplo, muitas empresas têm uma cor corporativa ou de marca que é um elemento chave das identidades da sua marca. Os proprietários da marca são altamente protetores em relação a essas cores, exigindo a sua reprodução exata, independentemente dos itens da marca serem impressos usando offset, digital, gravura ou outras tecnologias de impressão ou produzidos para distribuição eletrônica.

No mundo editorial, revistas sofisticadas como Cosmopolitan, Fortune e The Economist exigem imagens de alta qualidade. Seus modelos, fotografias, visual e imagens artísticas devem ser reproduzidos sem falhas.

À medida que os recursos das soluções de criação de documento se tornam cada vez mais sofisticados e uma ampla variedade de elementos digitais, incluindo a fotografia digital, são mais facilmente incorporados nos documentos para impressão ou visualização eletrônica, o desafio de produzir bem as cores aumenta. Além disso, os níveis de habilidade dos operadores variam amplamente de especialista a inexperiente. Essa situação significa que diversas ferramentas e recursos de software são necessários para acomodar as diferentes necessidades de operador e, por fim, atender às demandas dos clientes por cores precisas.

Entender como cada elemento da Cadeia de Fornecimento de Cores atua de forma integrada para gerar uma cor precisa e consistente permite evitar muitas ciladas de cores, além de atrasos e contratempos que questões relacionadas às cores podem provocar durante a produção de material de marketing e outros tipos.

Cor “Boa o Bastante”

Nem tudo produzido em cores tem a cor como um elemento chave ou precisa ser perfeito, portanto um passo importante na Cadeia de Fornecimento de Cores é determinar que nível de precisão e consistência de cores é necessário para atender aos requisitos de um determinado projeto ou cliente. Por exemplo, o material produzido para distribuição interna pode não precisar aderir a padrões rígidos de cores. A cor só precisa ser consistente quando for produzida. Materiais semelhantes produzidos para distribuição externa podem exigir o mais elevado nível de precisão e consistência de cores. Há um custo associado à cor perfeita, e os produtores do documento devem levar esse custo em consideração ao especificar as medidas da produção. Além disso, a cor é apenas um dos aspectos da qualidade de impressão e o gerenciamento de cores não se aplica a todas as imagens e texto em preto-e-branco.

A cor “boa o suficiente” vem melhorando à medida que impressoras de todos os níveis do processo de produção, desde o escritório até o grupo de trabalho e os ambientes de produção, incorporam softwares mais avançados que conseguem solucionar automaticamente uma maior variedade de problemas de cores. Em vez de deixar a gestão das cores a cargo dos aplicativos de criação, a gestão de cores no RIP1 pode avaliar inconsistência de cores, especialmente quando o documento contiver elementos de várias fontes diferentes. Freqüentemente, essa abordagem significa que o operador não precisa ter conhecimentos profundos sobre cores para produzir cores de alta qualidade.

Quer uma determinada aplicação exija uma cor perfeita ou simplesmente “razoável”, um fluxo de trabalho bem gerenciado durante toda a Cadeia de Fornecimento de Cores pode garantir que as empresas e seus clientes obtenham o que esperam no produto final impresso.

Cores Básicas

Vamos começar com alguma definição de cores básicas. Primeiro, o que é cor? Embora essa pergunta pareça simples, a resposta pode ser bem complexa, porque a reprodução da cor varia de acordo com o dispositivo de saída. Por exemplo, o toner ciano em uma impressora pode não ser igual ao de outra. A compensação dessas diferenças exige tecnologias e fluxos de trabalho em conformidade com padrões capazes de traduzir a intensidade da cor especificada pelo criador do documento, na saída de cor apropriada para cada dispositivo.
A cor é a sensação visual produzida em resposta à absorção seletiva de comprimentos de onda de luz visíveis. Em geral, a cor é descrita por modelos aditivos ou subtrativos.

Cores Aditivas

  • Cores aditivas: Um modelo de cor aditiva envolve emissão de  luz diretamente de uma origem ou iluminação de algum tipo. O processo de reprodução aditiva começa com preto ou a ausência de cor. Combinações das cores vermelho, verde e azul (RGB) são adicionadas para atingir a cor desejada. Monitores de computador e televisões são as aplicações mais comuns das cores aditivas.

Cores Subtrativa

  • Cor subtrativa: O modelo de cor subtrativa começa com branco ou o reflexo de todas as cores. Em seguida, são adicionados corantes e os valores de reflexão mudam e produzem a cor desejada. Esse modelo é usado para misturar pinturas, tintas, corantes e pigmentos naturais para criar uma variedade de cores. Além de um modelo aditivo ou subtrativo, as três cores primárias são necessárias para correlacionar os três tipos diferentes de receptores de cores (células em cones) no olho humano (visão de cores tricromáticas). As três cores primárias no modelo aditivo são vermelho, verde e azul (RGB); já no modelo subtrativo, elas são ciano, magenta e amarelo (CMY).

Padrões de Cores

A International Commission on Illumination (CIE) ou Commission Internationale de l’Eclairage2 dedica-se à cooperação internacional para a ciência das cores em termos de padrões associados com medição e quantificação da cor. Ela também define o espaço de cores independente do dispositivo em que as transformações de um dispositivo para outro são executadas. Desde o início dos anos 90, o CIE é considerado a maior autoridade no assunto e é reconhecido pela Organização Internacional de Padronização (ISO), o órgão de internacional de padrões.
O International Color Consortium3 ou ICC é responsável por julgar os padrões de cores em relação à implementação tecnológica das conversões, quantificações e descrições de cores para os dispositivos de saída ou softwares usados nas artes gráficas. O ICC foi estabelecido em 1993 por um grupo de fornecedores do setor para fins de criação, promoção e incentivo à padronização e evolução de uma arquitetura e componentes de arquitetura de sistema para gerenciamento de cores em diversas plataformas. O resultado desse esforço de cooperação foi a especificação do perfil ICC. Os perfis ICC são usados para descrever os recursos de cor de dispositivos de entrada e saída como monitores, scanners ou impressoras.

Perfil ICC

Um perfil ICC fornece um formato de perfil de dispositivo entre plataformas que garante uma cor consistente, independente do dispositivo, em todo o processo de produção. Os perfis de dispositivo podem ser usados para converter dados criados em um determinado dispositivo para o espaço de cores nativo de outro dispositivo. Isso resolve o problema mencionado anteriormente, em que o toner ou as cores da tinta podem variar conforme o dispositivo. A aceitação desse formato pelos fornecedores de sistema operacional e aplicativos permite que os usuários finais transfiram perfis e imagens com perfis incorporados entre diferentes sistemas operacionais e aplicativos.
Essa aceitação também simplifica o processo de criação de perfis entre designers e gráficas, já que os dois passam a trabalhar com a mesma referência de cores. Os designers podem atingir maior precisão na cor criando com o mesmo perfil de cores que será usado na impressão. O mesmo ocorre nas gráficas comerciais que possuem várias filiais. Elas também poderão reproduzir a mesma qualidade de cor em vários locais usando perfis ICC bem definidos. Em outras palavras, os perfis ICC permitem que os usuários tenham a certeza de que suas imagens preservam a fidelidade das cores quando transferidas entre sistemas, localizações e aplicativos. Os perfis ICC também permitem que um fabricante de impressora crie um único perfil para vários sistemas operacionais.
Como as câmeras digitais estão cada vez mais populares, os perfis ICC tornaram-se mais importantes, facilitando a reprodução de fotografias digitais em impressoras digitais ou impressoras gráficas de offset. Os perfis ICC são cruciais para garantir essa capacidade, porque descrevem as características específicas da impressora, toner, tinta e papel para assegurar uma reprodução ótima das cores em cada combinação desses elementos. Os perfis padrão fornecidos pelo fabricante são usados com freqüência; no entanto, perfis personalizados também podem ser criados para atender a requisitos específicos.
Ao criar o perfil ICC para um determinado trabalho, também é importante definir as especificações do driver de dispositivo e considerar a tinta e o papel usados. O software de cor fiel fornece perfis padrão para todas as combinações imagináveis e automaticamente carrega o perfil ICC correspondente quando o usuário insere a tinta, a mídia de prova e as configurações de impressora na interface do software.
À medida que a indústria das artes gráficas adota e aprimora o desenvolvimento de padrões, uma variedade de padrões internacionais de impressão e prova estão sendo desenvolvidos para serem usados de forma independente dos fabricantes individuais e produzir resultados comparáveis. Esses padrões nacionais, regionais e internacionais de impressão e prova facilitam o intercâmbio de dados e provas de impressão. Além disso, as gráficas podem configurar as impressoras para um padrão e ter a certeza de que podem trabalhar com confiabilidade com as provas fornecidas por vários clientes ou terceiros. Esses padrões emergentes também incluem especificações de controle de qualidade, que são o futuro da gestão de documentos.

Padrão ICC

A especificação ICC é amplamente usada e foi incorporada em muitos padrões internacionais e outros padrões de fato. Mais Informações sobre o International Color Consortium e as últimas notícias sobre novos desenvolvimentos no setor de gerenciamento de cores podem ser encontradas no website do ICC: http://www.color.org.

Padrão ISO

O International Standards Organization (ISO) é outra importante organização responsável pelo estabelecimento de padrões. O ISO é o maior desenvolvedor e publicador de padrões internacionais4 do mundo e é uma rede de institutos nacionais de padronização de 157 países. O padrão ISO 12647 especifica vários parâmetros de processo e seus valores são aplicados durante a produção de impressão offset, digital ou gravura de quatro ou mais cores ou para sistemas de provas.

Contatos:

Este material foi retirado a apostila ABC das Cores, produzido pela empresa EFI, para maiores informações sobre os produtos da mesma entre em contato com a mesma.

Esta página tem continuação no seguinte endereço: https://marcioleitaoexpress.wordpress.com/abc-das-cores/abc-das-cores-padroes-regionais/

Qualquer dúvida ou sugestão, favor entrar em contato:

jmarciosilva@gmail.com

Contatos com a EFI

Para maiores detalhes sobre soluções de Dados Variáveis, Fluxo de Trabalho e Servidores de Impressão.
Alameda Santos, 234 – Suite 603 – São Paulo – Brasil.

Entre em contato com Charles Pereira da EFI.


charles.pereira@efi.com



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