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ABC DAS CORES – Padrões Regionais

Devido à grande variação global das tintas, papéis e outros elementos do processo de produção de impressão e às diferenças de produção entre rotativa quente, rotativa fria (jornais) e impressão folha a folha, diversos padrões regionais de cores surgiram. A ciência básica das cores utilizada nesses padrões regionais baseia-se no trabalho do ICC e do CIE. Pacotes de criação gráfica podem ser configurados para produzir arquivos compatíveis com essas especificações, dependendo de onde o projeto será produzido. Esses padrões incluem:

Especificações para Impressão offset rotativa (SWOP)

O padrão da América do Norte é amplamente usado na produção de jornais, anúncios e revistas. Ele garante a consistência das cores em anúncios. Esse padrão define as cores dos conjuntos de tintas usados e as densidades desejadas das tintas na página. O padrão é importante para os anunciantes, que precisam garantir a integridade da marca em seus anúncios e outros materiais impressos. Em geral, o padrão considera que o usuário está imprimindo em papel acetinado comercial (consulte http://www.swop.org para mais detalhe).

SWOP- sem revestimento

Este padrão foi projetado para uso com os mesmos conjuntos de tintas, mas em papel não-revestido.

Especificações para Impressão de Anúncios em Rotativa (SNAP)

O padrão é para impressão de jornal usando os conjuntos de tinta SWOP (consulte http://www.gain.net para mais detalhes).

Requisitos Gerais para Aplicações em Litografia em Offset Comercial (GRACoL)

O GRACol descreve as ferramentas e padrões para alimentação folha a folha e offset de rotativa desenvolvidos pela IDEAlliance (International Digital Enterprise Alliance). Ele foi projetado para ajudar compradores de serviços de impressão, criadores e especificadores de impressão a trabalhar com mais eficácia com os fornecedores de impressão. Os perfis ICC compatíveis com GRACol estão rapidamente se tornando o padrão para prova digital na América do Norte. SWOP e IDEAlliance estabeleceram uma parceria para o desenvolvimento coordenado das especificações e orientações, programas de certificação, ferramentas de software, seminários educativos e redes de suporte de colegas (veja http://www.gracol.org para mais informações). Além disso, a IDEAlliance foi fundamental para a criação do G7™, uma metodologia consistente e documentada que permite que as gráficas combinem vários dispositivos para obter um resultado impresso consistente e previsível.

Padrão do Japão ou DIC

Este padrão é caracterizado por tons de amarelos diferentes dos
usados por alguns dos outros padrões.

Conjunto de tintas do padrão europeu

Este padrão é usado por gráficas da Europa. Recentemente, associações comerciais como a FOGRA6 e a bvdm7 dedicaram grandes esforços para o refinamento desses padrões do colorímero, resultando no Medienstandard Druck e em uma série de tolerâncias FOGRA que esclarecem os padrões de cores europeus.

Espaço de cores

Na maioria dos casos, as definições de cores independentes de dispositivos têm três dimensões, e as três dimensões formam o que chamamos de espaço de cores. As dimensões são:
  • Tonalidade: De acordo com o American Heritage Dictionary8, tonalidade refere-se a uma gradação especial como uma matiz ou tom, como em “todos os tons do arco-íris”.
  • Saturação: Este termo refere-se à vividez de tonalidade ou a pureza da cor.
  • Brilho ou luminosidade: O termo refere-se à dimensão de uma cor que pode variar de muito fosca (escura) a muito clara (brilhante)
A impressão offset de quatro cores convencional e a maioria das impressoras digitais coloridas usa quatro cores – Ciano, Magenta, Amarelo e Preto – como cores primárias subtrativas para criar uma ampla variedade de cores adicionais no que é conhecido como processo de quatro cores. Essas quatro cores, chamadas de CMYK, com o “K” representando preto, são há muito tempo o espaço de cores primárias utilizado no mundo da impressão. Como mencionado anteriormente, as cores CMY são as três cores subtrativas primárias e quando combinadas em partes iguais, teoricamente, resultam em preto. Na verdade, uma cor escura que não seja realmente preto pode resultar de tintas que não sejam ideais. Para reduzir o consumo de tinta e produzir tons de preto mais intensos, as cores não- saturadas e pretas são produzidas substituindo-se a tinta preta pela combinação de ciano, magenta e amarelo.

Quando uma imagem é capturada ou criada digitalmente — ou seja, digitalizada ou capturada com uma câmera digital ou criada usando software de editoração — ela é comumente representada usando vermelho, verde e azul (RGB). Esses elementos são as cores primárias aditivas que são usadas para a exibição das imagens na tela.

CMYK e RGB representam dois espaços de cores diferentes. Com o crescente volume de arquivos capturados digitalmente, a maioria em formato RGB, as impressoras que preparam um arquivo para impressão devem levar em consideração o espaço de cores em que vários elementos são criados. Ter os processos implementados para converter esses arquivos conforme apropriado para o dispositivo de saída pretendido é igualmente importante. Para converter valores obtidos de um dispositivo de entrada, como RGB de um scanner ou câmera digital, nos valores de código de dispositivo exigidos por um dispositivo de saída (processamento), como uma impressora CMYK, é necessária uma transformação para modificar os dados. Essa função é do perfil ICC, que direciona a conversão de cores reais produzida por um módulo de gestão de cores (CMM). O CMM usa os perfis para converter e combinar cores no espaço de cores de um determinado dispositivo para ou o espaço de cores de outro dispositivo. Quando as cores em uma gama de dispositivos são exibidas em um dispositivo com uma gama de cores diferentes, o CMM tenta minimizar as diferenças percebidas nas cores exibidas entre os dois dispositivos.

Cores exatas

Algumas vezes, as tintas ou os toners são especialmente combinados para fornece
r uma correspondência exata para uma cor específica, em vez de usar as tintas CMYK para produzir o processo de quatro cores. Essas cores especiais são chamadas de cores exatas ou, as vezes, de cores Pantone. A Pantone, Inc. desenvolveu o primeiro sistema de correspondência de cores em 1963. Este sistema proprietário, chamado de Sistema de Correspondência da Pantone (PMS), contém as fórmulas para criar e reproduzir milhares de cores “exatas” diferentes em um dispositivo CMYK. Essa é a razão pela qual as cores exatas costuma ser chamadas de cores PMS. Outros sistemas de correspondência de cores são HKS, Toyo e RAL.

Em 2007, a Pantone anunciou um novo sistema de correspondência de cores, chamado de Goe, que consiste em mais de 2.000 cores. Embora haja uma sobreposição entre o PMS e o Goe, o Goe introduz um grande número de novas cores ao mercado.

Se as tintas CMYK podem ser combinadas para criar cores em um sistema de cores subtrativo, você pode estar se perguntando para que precisamos de cores exatas especiais. Existem três motivos importantes para usar tintas especiais. Primeiro, nem todas as cores podem ser obtidas com combinações de CMYK, portanto exigem uma tinta de cor exata especial. Em segundo lugar, pode ser difícil reproduzir com precisão determinadas gamas de cores, como uma cor saturada. Por fim, podem ocorrer mudanças nas cores causadas por erro de registro e tolerância do processo durante a tentativa de fazer a correspondência de uma cor especial com as tintas CMYK.

Se o material sendo impresso for colorido, as cores exatas adicionais exigem uma unidade de impressão extra na impressora para criar o que seria uma impressão de cinco cores. Ou seja, uma impressão de quatro cores tem quatro unidades de impressão, cada uma mostrando uma cor de tinta (CMYK). Para adicionar uma cor exata, é exigida uma quinta unidade (ou uma impressora de cinco cores). Além disso, o material deverá ser processado pela impressora novamente para sobreposição da cor exata. Para Impressão em offset, outra passagem pela impressora exige um tempo de secagem (para que as primeiras quatro cores sequem), e completa uma lavagem de, pelo menos, uma unidade de impressão para permitir o acréscimo da cor especial. isso também introduz a necessidade de garantir um registro preciso da cor sendo aplicada na segunda passada em relação às quatro cores que já foram impressas. Esse processo pode acrescentar tempo e custo significativos a um trabalho de impressão.

Para impressoras digitais, que normalmente usam o toner ou as tintas CMYK para imprimir, as cores exatas podem ser efetivamente combinada usando algoritmos sofisticados no RIP. Por exemplo, o EFI Fiery® RIP oferece Spot-On, que ajuda os usuários a gerenciarem as cores exatas e edita os valores CMYK ou RGB para uma melhor correspondência com cores corporativas ou personalizadas. Mesmo assim, há algumas cores que são difíceis ou mesmo impossíveis de combinar no espaço CMYK.

Ao projetar um material impresso, é preciso considerar com cuidado se é preciso ou não especificar uma cor exata. Qualidade, precisão de cores, custo e importância das cores do material representam alguns dos fatores a serem considerados. Em alguns casos, é mais apropriado usar uma cor alternativa que provavelmente reproduzirá precisamente as tintas CMYK. Os sistemas Pantone PMS e Goe fornecem Bridge Books assim como software on-line que ajudam designers e gráficas a determinar com que fidelidade uma cor PMS ou Goe pode ser reproduzida, fazendo sugestões sobre opções alternativas de cores.

Papel e tinta/toner

Como as cores realmente aparecem quando produzidas em uma impressora offset ou digital depende de vários fatores, incluindo a qualidade da placa de impressão produzida do arquivo original ou mestre para a impressão em offset, as configurações de impressão, o papel, a tinta ou os tipos de toner que são usados para produzir o trabalho e, até mesmo a condição da impressora. O operador da impressora tem uma influência considerável sobre a forma como as cores são reproduzidas na impressão. Os fatores incluem maior ou menor quantidade de tinta aplicada à página para offset, e mudança no equilíbrio CMYK — ou seja, aumentar a quantidade de uma ou mais das cores primárias de forma independente – para dispositivos digitais ou de offset. Ao realizar essas ações, o operador de impressão pode fazer a correspondência com a prova – refinando a impressão durante a produção da impressão para produzir uma folha impressa equivalente à prova do contrato que o cliente aprovou. Os operadores podem fazer a correspondência das folhas impressas às provas com uma exame visual ou usando ferramentas de medição de cores. É importante entender que a correspondência de cores entre as provas e as folhas impressas pode não ser sempre totalmente precisa, mesmo que esses passos sejam seguidos.

Esta situação deve-se ao fato de que, especialmente no ambiente offset , o dispositivo de prova usa tintas diferentes e pode imprimir em papel diferente do usado na produção final da impressora offset. Por exemplo, cores mais intensas podem ser produzidas em um papel revestido de maior qualidade do que em um papel mais barato e sem revestimento. Se for produzida uma prova em papel revestido e o produto final for produzido em papel não-revestido, pode ser difícil obter uma correspondência de cores precisa no momento da impressão. Para informações mais detalhadas sobre o processo de prova, visite http://www.efi.com para fazer o download dos ABC’s of Proofing (ABC de Prova).

A densidade com que a tinta é aplicada no papel pode ser medida com um densitômetro, que permite que o operador de impressão forneça consistência folha a folha e, até mesmo, trabalho a trabalho, especialmente se um trabalho estiver sendo reimpresso.

Embora existam padrões consistentes que se aplicam às tintas offset, existem padrões inconsistentes relativos às tintas de jato de tinta que são fornecidos por diferentes fornecedores. Os resultados do toner também variam conforme o fabricante ou conforme o lote de tinta. Além disso, diferentes tipos de papel podem resultar em diferentes velocidades de absorção de tinta, o que, por sua vez, faz a cor variar de um tipo de papel para outro. Os drivers de impressão – ou as instruções que conectam o software de criação de documento e o hardware de impressão – para impressoras jato de tinta, em geral, têm uma opção que pode ser selecionada para especificar o tipo de papel. Esta opção reduz essa variabilidade. As impressoras de jato de tinta são relativamente estáveis na sua capacidade de oferecer uma reprodução de cores precisa. Esta estabilidade facilita a construção de um processo de gestão de cores confiável na Cadeia de Fornecimento de Cores.

Como você pode ver, é essencial que haja uma coordenação entre o criador do arquivo original e os vários estágios de processamento do trabalho em toda a Cadeia de Fornecimento de Cores para garantir que a saída atenda às expectativas do cliente.

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